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  • Claudia Pinto

DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA: UM FILME QUE INSPIRA A LIDERANÇA

Um bom filme além de ser uma atividade prazerosa, de lazer, pode nos ensinar muitas lições e desenvolver a nossa liderança. Há sempre aqueles preferidos. Na minha lista dos 10 melhores filmes que assisti ao longo da vida, está o “Doze homens e uma sentença”. Existem duas versões, uma mais antiga (1957), ainda em preto e branco com o ator Henry Fonda e outra mais nova (1997) com o Jack Lemmon. Eu prefiro a mais antiga.

O filme conta a estória de um jovem porto-riquenho que é acusado de ter matado o próprio pai e vai a julgamento. Doze jurados se reúnem para decidir a sentença. O filme se passa praticamente todo em uma sala onde os jurados conversam para decidir o futuro do réu. O ambiente é abafado já sinalizando a atmosfera densa que o filme apresenta, considerando as emoções humanas, os preconceitos, a intolerância, os conflitos.

A decisão dos jurados precisa ser unânime. Rapidamente, eles votam pela condenação do jovem, acreditando na sua culpa. A condenação levará a pena de morte do réu. Somente um dos jurados, o arquiteto, representado pelo ator Henry Fonda, vota inocente e propõe que eles possam conversar mais sobre o caso. O grupo de jurados é formado por homens de diferentes idades, profissões, origem, raça e também de diferentes personalidades. A forma de pensar, suas crenças e valores vão aparecendo e impactando seu comportamento e sua tomada de decisão. Neste sentido, cabe uma importante reflexão: Quais são os fatores críticos do processo decisório? O que pode interferir no processo de tomada de decisão?

A maneira como enxergamos a vida, nossa capacidade de percepção, nossos modelos mentais, influenciam nossas atitudes, nossa forma de lidar e relacionar com as pessoas. No filme, isto aparece em quase todos os jurados, mas de uma forma intensa e visceral, no jurado número 3, que insiste na condenação do réu, pois projeta sua relação com o próprio filho, uma relação conflituosa. O jurado quer condenar o jovem réu como forma de punir o seu filho por ter ido embora após uma briga. Interessante é que o jurado número 3 consegue perceber isto no final do filme e mudar sua atitude. O arquiteto tem papel importante nisto, pois atua como um Líder Coach, fazendo perguntas e convidando o jurado a reflexões. Além disso, ele demonstra empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro), habilidade para ouvir, visão sistêmica, capacidade de persuasão e mediação, além de um invejável equilíbrio emocional. Em nenhum momento do filme ele se deixa levar pelas emoções e age de forma impulsiva. O arquiteto ajuda o grupo de jurados e o resultado é fantástico, pois cada um, exatamente por perceber o mundo de forma diferente, consegue dar a sua contribuição e aos poucos vão entendendo melhor o caso. Ou seja, o que poderia ser algo negativo das pessoas, é potencializado pelo arquiteto que atua como um verdadeiro líder. Ele não impõe seu ponto de vista, mas busca ampliar a visão de todos, para que juntos possam encontrar as respostas.

Outra lição importante que o filme nos ensina é o autoconhecimento. Quando nos conhecemos de fato, potencialidades, talentos, mas também limitações e fraquezas, podemos reforçar os aspectos positivos e trabalhar no sentido de melhorar os aspectos que nos atrapalham, dificultam as relações e também nosso crescimento pessoal e profissional. Podemos conseguir isto, por meio da autorreflexão e também de feedbacks das pessoas que estão à nossa volta, sejam elas, parentes, amigos ou colaboradores. Sessões de coaching também ajudam neste processo. Dependendo da situação, uma terapia pode ser indicada. O resultado é surpreendente!

Vale muito a pena assistir este filme! Vai lá, assiste e depois comenta aqui o que você achou.




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